Você sabia que quase três quartos da população podem ter problemas causados pela ingestão de leite de vaca?

O provável motivo desta afirmação chocante é que o leite é recomendado apenas para as pessoas do tipo sangüíneo B, conforme explica o Dr. Peter J. D’Adamo, autor do best seller A Dieta do Tipo Sangüíneo, que apresenta uma riquíssima e rara bibliografia.

Pela minha experiência em palestras e tratamentos com diferentes tipos de clientes, sei que é difícil de acreditar que o leite pode estar relacionado a doenças. Afinal, a mídia e as campanhas de publicidade são muito eficientes em associar o leite à saúde e bem estar de crianças. Além do leite tradicional, cada vez mais existem alternativas estampadas em rótulos e embalagens buscando capturar mais consumidores, ao anunciar modalidades contendo ômega 3, fibras, colágeno e enriquecimento com ferro, além da linha estética light com baixo valor calórico.

Marketing do mercado de produtos lácteos: até que ponto existe algum benefício nutritivo comparado com os riscos do consumo de leite?

Para resumir a teoria de D’Adamo sobre o tema, cada tipo sangüíneo apresenta uma proteína chamada lectina que serve para identificar e barrar os nutrientes prejudiciais ao organismo do indivíduo. E, conforme sua pesquisa, apenas o sangue tipo B apresenta lectinas que aceitam o leite.

Indivíduos de outros tipos sangüíneos (A, AB e O) que ingerem leite de vaca sofrem uma tentativa de rejeição por parte do sangue, acompanhado de mal estar intestinal, problemas de pele, problemas respiratórios e outras complicações que prejudicam a boa qualidade de vida.

Aqueles que são intolerantes ao leite geralmente devem tomar cuidado com os seus derivados, buscando evitar ou diminuir drasticamente o seu consumo.

Mas eliminar o leite não pode prejudicar minha principal fonte de cálcio? Sem beber leite, meus ossos não ficarão fracos e poderei ter osteoporose?

Essa é uma das perguntas mais frequentes quando tratamos dos perigos do leite na alimentação.

Segundo pesquisa da Dra. Sherrill Sellman, autora de Osteoporosis, The Bones of Contention, a incidência de osteoporose é maior nos países onde se consome maior quantidade de leite. Um texto em português sobre o artigo pode ser encontrado aqui. A clássica pesquisa The Nurses’ Health Study da Universidade de Harvard  também indicou que a ingestão de cálcio não trouxe qualquer benefício na prevenção de fraturas ósseas em um grupo de senhoras que foi examinado ao longo de doze anos.

Ao olhar para os demais animais, quase todos desmamam quando ainda nem atingiram 5 a 10% de seu peso final. Após uma idade mínima, seu futuro peso corporal será adquirido quase que exclusivamente através de vegetais. Até mesmo as pesadíssimas presas dos elefantes são fruto da alimentação exclusiva de vegetais – esse exemplo mostra como é possível encontrar fontes imensas de cálcio em alimentos vegetais.


Se nem mesmo o filhote de elefante não precisa de leite depois de desmamar… será que VOCÊ precisa?

No Japão, a principal fonte de cálcio é considerada o peixe. Na China, consome-se muito pouco leite e a taxa de problemas de fraturas ósseas é baixa.

Quer mais um argumento? Independentemente da intolerância relacionada ao tipo sanguíneo, o leite pode vir acompanhado de um conjunto de componentes indesejáveis como coliformes fecais, gorduras saturadas, colesterol, sangue, carrapaticidas e hormônios.

Além de tudo isso, a dieta equilibrada é essencial. Se existe a necessidade de cálcio, não adianta apenas se concentrar em uma dieta focada nesse componente, pois a eficiente fixação do cálcio exige um conjunto muito mais completo. Entre os componentes químicos envolvidos na absorção do cálcio, destacamos o fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício, flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos graxos essenciais e proteínas.

Dica prática

Se você tem problemas de saúde e é um consumidor constante de leite… e não faz parte do grupo sangüíneo tipo B, é possível que parte de seus distúrbios estejam ligados ao leite. Faça um experimento. Habitue-se a tomar sucos, chás, leite de soja… e corte o leite por pelo menos duas semanas, e observe as diferenças.

Pode ser que você nunca mais queira beber o que lhe ensinaram ser tão fundamental. Além disso, poderá emagrecer por cortar uma fonte de gorduras!

Recomendo também descobrir mais sobre o que Peter d’Adamo ensina sobre cada tipo sanguíneo:

A Dieta do Tipo Sanguíneo A

A Dieta do Tipo Sanguíneo B

A Dieta do Tipo Sanguíneo AB

A Dieta do Tipo Sanguíneo O